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terça-feira, 4 de abril de 2017

Ator José Mayer admite assédio a figurinista e pede desculpas em uma carta


Acusado de assédio pela figurinista Susllem Meneguzzi na última sexta-feira, o ator global José Mayer admitiu o caso em carta aberta nesta terça-feira (4). Na publicação, Mayer diz que "errou", afirma que suas "brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito" e diz que "o homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor". O ator, um dos principais nomes da teledramaturgia da Rede Globo, foi vetado da próxima novela de Aguinaldo Silva, O sétimo guardião, para a qual já estava escalado. O afastamento - inicialmente negado pelo dramaturgo pernambucano - foi confirmado pela assessoria de imprensa da emissora. 

Nesta terça-feira, atrizes diretoras, produtoras e outras funcionárias da Rede Globo criaram uma campanha contra o assédio. Elas foram trabalhar com uma camisa com os dizeres "Mexeu com uma mexeu com todas #chegadeassédio" e publicaram fotos com o traje ou com a imagem da camisa, a partir das 10h. Monica Iozzi, Taís Araújo, Fernanda Lima, Gloria Pires, Cleo Pires, Drica Moraes e Camila Pitanga, Tainá Muller, Alice Wegmann, Sophie Charlotte, Camila Queiroz, Rafa Brites, Cissa Guimarães e Mariana Ximenes foram algumas participantes do protesto online, que ganhou adesão de internautas ao longo do dia. 

O CASO
Na última sexta-feira (31), a figurinista Susllem Meneguzzi Tonani, de 28 anos, publicou um texto no blog #AgoraÉQueSãoElas relatando como foi abordada pelo ator em um camarim. "Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam estar eu meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua 'piada'. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade", descreveu. 

José Mayer se defendeu pedindo que as pessoas "não misturem realidade com ficção", comparando a situação com o personagem que interpretava na novela A lei do amor, o vilão Tião. "Respeito muito as mulheres, meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço a todos que não misturem ficção com realidade". Mayer também declarou que "as palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas!".

Em nota, a Globo afirmou que "repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E zela para que as relações entre funcionários e colaboradores da emissora se deem em um ambiente de harmonia e colaboração, de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade. Desta forma e tendo o respeito como um valor inegociável da empresa, esse assunto foi apurado e as medidas necessárias estão sendo tomadas. A Globo não comenta assuntos internos". 

Confira a carta na íntegra:

"Carta aberta aos meus colegas e a todos, mas principalmente aos que agem e pensam como eu agi e pensava:

Eu errei.

Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava.

A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora.

Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.

Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, nao sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele.

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária.

O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor.

José Mayer"


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