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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Estresse no trabalho aumenta risco de morte prematura de homens


Ter um trabalho demandante sobre o qual se exerce pouco controle aumenta o risco de morte prematura de homens com doenças coronarianas, histórico de derrames ou diabetes. O alerta é de um amplo estudo observacional que acompanhou mais de 100 mil homens e mulheres com e sem estes problemas de saúde da Finlândia, França, Suécia e Reino Unido durante quase 14 anos, publicado nesta terça-feira no periódico científico “The Lancet Diabetes & Endocrinology”.
Segundo os pesquisadores, embora qualquer tipo de estresse relativo ao trabalho não tenha sido associado à morte prematura nas mulheres participantes do estudo, tanto as com quanto as sem estas chamadas doenças cardiometabólicas, entre os homens o cenário foi diferente, com os cálculos indicando um risco ligeiramente maior para os cardiopatas se o trabalho exigir muito esforço com pouca recompensa. Assim, eles recomendam a adoção de estratégias de gestão de estresse para todos, mas em especial para os homens nestas condições.
— O trabalho é uma fonte comum de estresse na idade adulta, deflagrando respostas naturais programadas em nossos corpos há muitas gerações — lembra Mika Kivimäki, professor e pesquisador da University College London (UCL), no Reino Unido, e um dos autores do estudo. — E isso pode resultar em reações físicas, com nossos achados provendo evidências de uma ligação entre dificuldades no trabalho e o risco de morte prematura de homens com doenças cardiometabólicas. Esses achados sugerem que só controlar a pressão sanguínea e os níveis de colesterol provavelmente não eliminará o excesso de risco associado ao estresse no trabalho para estes homens. Outras intervenções podem ser necessárias pelo menos para alguns pacientes, possivelmente incluindo a gestão do estresse como parte da reabilitação das doenças cardiovasculares, redesenho do emprego ou redução das horas de trabalho. Mas mais pesquisas são necessárias para identificar que intervenções específicas podem melhorar os resultados em termos de saúde destes homens com doenças coronarianas, derrame ou diabetes.

A pesquisa, iniciada em 1985, é a maior do tipo já feita e inclui sete dos chamados “estudos de coorte” realizados na Finlândia, França, Suécia e Reino Unido. Deles participam um total de 102.633 homens e mulheres, — incluindo 3.441 com doenças cardiometabólicas (1.975 homens e 1.466 mulheres) — que responderam um questionário sobre seu estilo de vida e saúde no início dos levantamentos. Seus prontuários médicos foram acompanhados por uma média de 13,9 anos, período no qual 3.841 dos participantes morreram.
Para chegar às suas conclusões, a pesquisa estabeleceu dois tipos de estresse ligados ao trabalho: pressão, isto é, ter altas demandas de trabalho com pouco controle sobre elas; e desequilíbrios de esforço-recompensa, em que o sujeito trabalha muito, mas recebe muito pouco de volta, seja em termos monetários ou de reconhecimento.
Após levar em consideração fatores como status socioeconômico e diversos riscos convencionais de saúde e estilo de vida, como hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo e consumo de álcool, os autores verificaram que entre os homens com doenças cardiometabólicas, os que enfrentavam estresse no trabalho tinham uma chance 68% maior de morrerem prematuramente do que os que tinham trabalhos mais tranquilos.
Além disso, o risco aumentado estava pressente mesmo entre os homens com doenças cardiometabólicas que cumpriram seus objetivos de tratamento, adotando estilos de vida mais saudáveis — inclusive não sendo obesos, praticando atividades físicas, não fumando e consumindo álcool com moderação — e mantendo pressão e colesterol sob controle.
Segundo os pesquisadores, o estresse no trabalho pode afetar o corpo de várias maneiras de forma a levar a esta associação, incluindo o “sequestro” das respostas naturais a situações estressantes como a elevação nos níveis do hormônio cortisol no organismo, que aumenta a produção de glicose e limita os efeitos da insulina, potencialmente piorando os quadros de diabetes.
O aumento das respostas inflamatórias e da ativação das respostas de “luta ou fuga” também pode elevar a pressão sanguínea e afetar a coagulação, potencialmente aumentando o risco de eventos cardíacos em quem já sofre com problemas como aterosclerose, o “endurecimento” das artérias do coração.

Fonte: Ibahia

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