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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Maria Rita encerra a 29° edição do Festival de Inverno de Garanhuns



O 29º Festival de Inverno de Garanhuns chegou ao fim nesse sábado (27). A última noite na Esplanada Dominguinhos trouxe gêneros como rock, samba, manguebeat, coco e maracatu rural com apresentações de artistas locais e convidados de fora em uma das noites mais mistas desta edição. 

De acordo com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), estima-se que 60 mil pessoas circularam pelos polos por dia, totalizando 600 mil pessoas juntando os 10 dias do evento. Subiram no palco principal a garanhuense Andrea Amorim, o rebequeiro Maciel Salu, a banda Mundo Livre SA, Mariene de Castro e Maria Rita, que encerrou a edição com maestria e samba no pé.

A primeira atração da noite chegou de uma turnê no Japão diretamente para performar em sua terra natal. “Eu posso cantar em qualquer lugar do mundo, mas Garanhuns é meu coração pulsando", disse a roqueira Andrea Amorim. Ela fez de seu palco sua casa e, com vocais líricos e das pinturas em seu corpo corpo, comemorou calorosamente os 20 anos de carreira com músicas autorais internacionais das bandas britânicas Eurythmics e Queen. 


O olindense Maciel Salu traz de berço o talento da música popular de raiz. Filho de Mestre Salustiano e neto de João Salustiano, desde cedo é familiar com o cavalo-marinho e a rabeca do avô, que aprendeu a tocar ainda jovem. Ele apresentou o repertório de seu álbum mais político, “Liberdade”, comemorando ter chegado onde está hoje mesmo com todo preconceito que a cultura popular sofre. “Seja por política ou por outros artistas, eu nunca abaixei a cabeça. Tenho fé no meu Deus, no caboclo e na minha jurema."


O manguebeat se fez presente na última noite do palco Dominguinhos na voz de Mundo Livre SA. Clientela antiga no Festival de Inverno de Garanhuns, a banda injeta a energia dos manguezais aonde pisa. Em um tom político, a banda pediu “Fora Moro, Fora Deltan” e exibiu no telão imagens do ex presidente Michel Temer com intervenções sobre humanas. “No FIG, é muito legal ver que a gente planta uma semente que vai florescendo. Cada vez que a gente chega, tem mais gente curtindo nosso show", celebrou Fred Zero Quatro, vocalista da banda.

Em paralelo ao show de Mundo Livre SA, a Catedral de Santo Antônio recebia o show acústico de João Bosco, que retornava aos palcos após um tempo de recesso. O cantor trouxe os clássicos de seu álbum “Mano Que Zuera”, além de outros sucessos como “Jade” e “Corsário” e Memória de Pele”. O polo da Catedral teve lotação completa por conta do show. 

Quem não quis perder a apresentação assistiu por um telão do lado de fora, sob chuva e um frio de 17º, o espetáculo acústico do cantor. Dentro, o eco da catedral fazia reverberar a voz do público, que sabia de cor todas as canções e acompanhava o show harmonizando como um grande coral junto aos vocais de João Bosco.

De volta a Esplanada Dominguinhos, Mariene de Castro trouxe toda sua ancestralidade negra e baiana para o palco principal performando canções como “É D'Oxum” e “Cordeiro de Nanã.” Um dos momentos mais emocionantes da noite foi quando a cantora convidou a cirandeira Lia de Itamaracá para uma participação especial, onde juntas cantaram e dançaram “Minha Ciranda”, originalmente interpretada pela própria Lia.

O fechamento da 29ª edição do FIG foi prestigiado pela cantora Maria Rita, por quem o público aguardou ansiosamente. A sambista saudou o homenageado Jackson do Pandeiro, que, segundo ela, está vivo no inconsciente coletivo dos músicos e do público brasileiro.

Retornando ao FIG após 10 anos, ela relembra o quanto o festival marcou sua carreira. “É muito simbólico, principalmente agora que vivemos dias estranhos.” Músicas como “Cara Valente”, de Marcelo Camelo, “Não Deixe O Samba Morrer”, de Alcione, “Meu Lugar”, de Arlindo Cruz e “O Bêbado E O Equilibrista”, da sua mãe Elis Regina foram algumas das que integraram o repertório da noite. 

Próximo ano, o Festival de Inverno de Garanhuns segue para sua 30ª edição, quando será lançado um selo em homenagem as três décadas do festival. Segundo os apresentadores do evento, a edição será focada completamente em sustentabilidade.




Fonte: Folha PE




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